07 março, 2011

Cólica saiba mais sobre seus vários tipos

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Vamos falar de saúde hoje. Cólica... qual mulher pelo menos uma vez na vida não sofreu com essa dorzinha que muitas vezes se torna insuportável.  Venho hoje fazer um alerta, nem sempre essa cólica é normal como muitas pensão, nem sempre ela está associada a menstruação, e sim a outros probleminhas que com orientação podem ser resolvidos sem grandes transtornos, vamos saber um pouco mais sobre os vários tipos de cólica então:

Cólica menstrual
Por que acontece: o endométrio, camada que recobre a parte interna do útero e foi preparado durante o ciclo menstrual para a gravidez, sofre uma descamação. Para evitar uma perda excessiva de sangue durante esse processo, o organismo libera a prostaglandina, substância que faz o útero contrair. É esse recolhimento que provoca a dor.
Sintomas: Um "aperto" no baixo ventre, de intensidade variável, que dura cerca de dois dias. A cólica menstrual pode vir acompanhada de náuseas, vômito, indisposição, dor de cabeça e nos seios, dependendo da sensibilidade de cada mulher.
Como aliviar: Com o uso de analgésicos, anti-inflamatórios (para diminuir a ação da prostaglandina) e antiespasmódicos (relaxam a musculatura do útero). Tomar chá de camomila também ameniza a dor, assim como colocar uma bolsa de água quente na barriga e aquecer os pés.
Para não ter mais: Tomar anticoncepcional pode ajudar, pois a pílula reduz a produção da prostaglandina. No entanto, é preciso consultar um médico para saber se você pode tomá-Ia. A prática de exercícios físicos aeróbicos, como a corrida, que eleva os níveis de betaendorfinas e alivia a dor, é recomendada, assim como a acupuntura.
Cólica de ovulação
Por que acontece: "Quando a mulher vai ovular, há uma ruptura do folículo no ovário, que libera o líquido contido nele e às vezes um discreto sangramento. Isso irrita o peritônio, membrana que recobre o abdome, provocando dor", explica a ginecologista e obstetra Barbara Murayama (SP). Também é chamada de "dor do meio", pois costuma ocorrer do 142 ao 162 dia do ciclo menstrual.
Sintomas: Dor aguda que acontece somente de um lado, na parte baixa do abdome. Pode durar apenas alguns minutos ou, em alguns casos, horas, mas costuma ceder após três dias. "Se aparecer do lado direito pode até ser confundida com apendicite, ou mesmo com uma cólica renal", destaca a ginecologista.
Para não ter mais: Não existe um tratamento porque toda mulher pode experimentar essa dor em alguma fase da vida. Trata-se de uma reação ocasional do organismo.
Cólica de mioma
Por que acontece: Um tumor benigno, chamado mioma, se desenvolve na parede muscular do útero, dificultando a sua contração.
Sintomas: A dor aparece no baixo ventre, na região lombar, no flanco ou nas pernas. Também há pressão ao urinar, prisão de ventre, aumento do abdome e do fluxo menstrual. No caso dos miomas que se desenvolvem na parte externa do útero (chamados subserosos) não há aumento do fluxo, mas podem surgir dores no baixo ventre e na região lombar e sensação de pressão no abdome, dependendo do tamanho do tumor. Já nos que ficam dentro da parede do útero (intramurais) há sangramento intenso, acompanhado ou não de dor e pressão no baixo ventre. Nos localizados embaixo do endométrio (submucosos), o sintoma principal é a irregularidade e o aumento do fluxo menstrual.
Como aliviar: tomando antiespasmódicos e anti-inflamatórios.
Para não ter mais: É preciso tomar medicamentos hormonais para reduzir a velocidade de crescimento do mioma ou retirá-Io por meio da cirurgia miomectomia. "Em casos mais graves, quando outros tratamentos não surtiram efeito, é preciso fazer uma histerectomia, que é a retirada total do útero, mas reservamos este tratamento apenas para mulheres que já têm filhos", esclarece Rosa Neme.
Cólica de endometriose
Por que acontece: Um componente genético, relacionado à defesa do organismo, faz o tecido do endométrio se desenvolver em outros órgãos, como trompas e ovários. A doença atinge cerca de 20% das mulheres em idade reprodutiva no mundo.
Sintomas: A dor costuma ser intensa, na parte inferior do abdome e na pélvis. Ela aparece antes do início da menstruação e vai piorando durante o fluxo. Também pode se manifestar durante a relação sexual. Quando a doença está em um estágio avançado e atinge outros órgãos, pode haver alterações intestinais durante a menstruação e dor ao urinar.
Como aliviar: Analgésicos, antiinflamatórios e anticoncepcionais podem ajudar, assim como a prática de uma atividade física aeróbica.
Para não ter mais: o tratamento é feito com hormônios ou com a retirada dos focos da doença por meio de uma videolaparoscopia (introdução de uma microcâmera no abdome).
Cólica de doença inflamatória pélvica
Por que acontece: Há uma infecção na região pélvica, trompas, útero ou ovário, causada por uma bactéria transmitida pela relação sexual.
Sintomas: Dor contínua na região pélvica ou no baixo ventre com febre, secreção vaginal e odor forte. Podem surgir náuseas e vômitos.
Como aliviar: Não é possível fazer nenhum tratamento paliativo. Para não ter mais Use antibióticos. Casos graves pedem a retirada dos abscessos nas trompas, nos ovários ou na pélvis com Cirurgia.

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