02 dezembro, 2010

Endometriose

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O post de hoje é sobre saúde e é um pouquinho longo mais de grande importância! vamos falar hoje sobre Endrometriose!!


Endometriose
O que é?

Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero.
Endométrio é a camada interna (revestimento interno) do útero, que é renovada mensalmente pela menstruação.

Onde se localiza?
Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis (peritôneo).

Sintomas
Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade.
Aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade.
A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.

Causas
Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. A principal delas é que, durante a menstruação, células do endométrio, o revestimento interno do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen (cavidade peritoneal).
Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade, sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto, apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7% das mulheres tenham endometriose.

Diagnostico
O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito por meio da história clínica, exame físico, ultrassom (ultrassonografia) endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório.
Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda.
Todos os especialistas concordam que o exame ginecológico é a melhor maneira para se fazer o diagnóstico de suspeita da endometriose, e que os exames de imagem devem ser feitos de acordo com o que existe de melhor no local.
A certeza, porém, só pode ser dada por meio do exame anatomopatológico da lesão, ou biópsia. Esta pode ser feita por meio de cirurgia aberta, ou laparotomia, ou, preferível, por laparoscopia. Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulação da cavidade pélvico-abdominal por instrumentos de ótica e/ou vídeo, bem como de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdome. É um procedimento cirúrgico realizado geralmente com anestesia geral. No entanto, hoje, com evidências clínicas suficientes, os médicos podem iniciar o tratamento mesmo sem a laparoscopia.

Tratamento
tratamento da endometriose, hoje, depende de uma abordagem sincera entre a paciente e o médico. Após a avaliação cuidadosa de cada caso, o médico e a paciente vão resolver juntos o melhor caminho a ser seguido.
Especial atenção deve ser dada à paciente que pretende engravidar. Talvez seja necessário seu encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana mesmo antes do tratamento da endometriose ser iniciado.
Outra principal atenção é a endometriose profunda. Sabe-se que cirurgias muito bem planejadas reduzem significativamente a dor nesses casos, mas essas cirurgias só são feitas em centros especializados.
Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto, a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos e controlados.
As principais metas do tratamento são:
·         Aliviar ou reduzir a dor (e outros sintomas).
·         Diminuir o tamanho dos implantes.
·         Reverter ou limitar a progressão da doença.
·         Preservar ou restaurar a fertilidade.
·         Evitar ou adiar a recorrência da doença.
O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia. Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta frequência ou bisturi elétrico. A decisão cirúrgica é importante. A maior parte dos sucessos terapêuticos decorrem de uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas, pois aumenta a chance de aderências peritoneais, tão prejudiciais como a própria doença.
O tratamento clínico de formas brandas em mulheres que não pretendem engravidar pode ser feito comanticoncepcionais oraisinjetáveis, implantes subdérmicos ou intrauterinos. Há um certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada, já que a doença pode ser evolutiva. 
Em mulheres que pretendem engravidar, o tratamento pode ser feito com cirurgia e tratamento hormonal, ou tratamento hormonal e depois cirurgia. No entanto, estudos atuais mostram que em mulheres com endometriose e que não conseguem engravidar, a melhor alternativa é a fertilização in vitro, e que a presença de endometriose não afeta as taxas de gravidez quando esse método é escolhido².
Varias drogas têm sido usadas, mas poucas com resultados definitivos.
Trabalhos da Unicamp mostram uma melhora dos sintomas com o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel.³
O mais importante no tratamento da endometriose é o planejamento das ações terapêuticas em comum acordo com o planejamento da gravidez pelo casal.
Em abril de 2005 foi editado o ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis pela European Society of Human Reproduction and Embryology. O resumo desse artigo pode ser obtido em ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis.
Em casos muito severos, a gravidez só será possível por meio de técnicas de fertilização assistida e inseminação artificial.

A alimentação pode ajudar!
O que poucas pessoas sabem é o poder que uma alimentação adequada tem no combate a esse mal. Estudiosos do assunto têm concordado que uma dieta balanceada, rica em vitaminas e minerais, pode prevenir a endometriose, bem como apoiar o seu tratamento.
As vitaminas do complexo B, por exemplo, são imprescindíveis à manutenção de adequados níveis de saturação das enzimas e do bom funcionamento das glândulas endócrinas, produtoras de hormônios. A endometriose guarda estreita relação com os níveis excessivos de hormônios sexuais, que contribuem para o aumento do fluxo menstrual. Assim, as vitaminas do complexo B, junto com colina e inositol, desempenham papel vital na degradação do excesso de estrogênio.
Por outro lado, estudos têm demonstrado que a Vitamina C, se combinada com bioflavonóides e um preparado de enzimas proteolíticas (as quais digerem moléculas protéicas), exerce potentes ações antiinflamatórias e analgésicas, importantes para o alívio dos severos sintomas da endometriose e o melhor: não apresentam efeitos colaterais
A administração de ácidos graxos poli-insaturados, por exemplo, tais como óleo de linhaça, de prímula ou de fígado de bacalhau, ricos em ômega 6, são fundamentais para organizar a família das prostaglandinas (substâncias que causam dor e inflamação).
O uso de ácidos graxos poli-insaturados é importante, sobretudo nas mulheres que se alimentam inadequadamente privando-se de fontes naturais, como os peixes de água gelada ou cereais integrais.
A alimentação ideal deve priorizar a ingestão de generosas porções de frutas, legumes e hortaliças, cereais integrais, peixes e carne magra. Deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em farinha refinada, desprovidos de minerais essenciais e contendo elevado teor calórico.
A ingestão de açúcar, contido em doces, bolos, bolachas, tortas, etc, deve ser em menores quantidades e bastante cautelosa, uma vez que esse açúcar é fonte geradora de aumento de peso e desequilíbrio da relação insulina/ glicose. Além de evitar produtos industrializados e que contenham conservantes, nem um pouco saudáveis.
Não se deve esquecer de manter a boa hidratação, bebendo pelo menos dois litros de água por dia.
Finalmente, e também de grande importância para a prevenção e tratamento da endometriose e de outros males diversos, está a programação de exercícios físicos adequados, os quais liberam endorfina e outros neuro-hormônios, que diminuem a dor e o estresse da mulher.

Autores:
Dr. Sérgio dos Passos Ramo -  www.gineco.com.br

Dr. José Bento -  www.drjosebento.com.br

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